Amor-próprio: os erros mais comuns que te afastam da ativação real

Autor: She Can Care Artigo publicado em: 5/04/2026 Contagem de comentários: 0 commentários
Amor-próprio: os erros mais comuns que te afastam da ativação real

O conceito de amor próprio está amplamente divulgado e até, saturado, mas muitas vezes é compreendido de forma superficial ou incorreta. 

Existe a tendência para associá-lo apenas a práticas externas ou a afirmações positivas, sem considerar o trabalho interno necessário para que esta energia se torne efetiva e estável, duradoura.

Amor próprio vs validação externa

Um dos erros mais comuns na vida da grande maioria das pessoas é procurar sentir valor pessoal através da aprovação dos outros, resultados ou reconhecimento. O amor próprio não depende de fatores externos e, quando sem conhecimento de causa, isso acontece, essa sensação de amor por ti mesma torna-se instável e vulnerável às circunstâncias. Então, a verdadeira ativação implica desenvolver uma referência interna consistente.

Porquê evitar o confronto com feridas emocionais?

Amares-te não significa apenas cultivar pensamentos positivos ou momentos de autocuidado. Ativar e manter o amor próprio como frequência interna constante, exige reconhecer os teus padrões de dor, rejeição, abandono ou desvalorização. Ignorar estas dimensões impede a construção de uma base interna sólida e mantém mecanismos de autoproteção ativos. Então, não evites a tua sombra, ela faz parte e mostra-te muitas vezes o que verdadeiramente pesa na tua desconexão e ausência de amor próprio.

Ainda acreditas que amor próprio é ausência de desconforto?

O desenvolvimento interno envolve, quase sempre, decisões difíceis, estabelecimento de limites e mudança de comportamentos habituais. Só o facto de teres de sair da tua zona de conforto, conhecida até aqui, já por si só representa um passo grotesco na tua evolução e, por conseguinte, um simultâneo desconforto! O erro surge quando associas amor próprio apenas a um bem-estar imediato, que evita processos exigentes de responsabilização, consciencialização e maturidade emocional.

O que pode ainda dificultar-te? 

Dificuldade em receber, medo de falhar, procrastinação ou permanência em contextos pouco nutritivos podem indicar desalinhamento com o teu próprio valor. Estes padrões tendem a persistir enquanto não existe consciência sobre a sua origem e função. A autossabotagem é um mecanismo de defesa muito comum quando não existe amor próprio. Conhecer a origem dos teus bloqueios é um passo para te conheceres tão a fundo, que te seja impossível não reconheceres gatilhos ativadores de comportamentos sabotadores...

E a falta de coerência entre intenção e ação?...

Desejar sentir amor-próprio sem alterar as tuas escolhas, com ações concretas no dia-a-dia limita a integração desta frequência. A ativação real do amor próprio manifesta-se através de comportamentos consistentes e, na sua grande maioria, inicia-te com coisas muito simples que marcam grandes passos na tua evolução: cuidar dos próprios limites (incluindo os que estabeleces para ti mesma, obrigando-te a aceitares que, por exemplo, descansar é seguro), respeitar necessidades internas primordiais (sem culpa) e tomar decisões alinhadas com a própria verdade.

O amor-próprio não é apenas um estado emocional. É um processo contínuo de consciência e posicionamento interno, de cuidado, uma energia que acaba por vibrar em ti de forma cada vez mais natural, com dedicação e esforço. O amor próprio torna-se mais acessível quando te predispões a observar padrões, integrar experiências e agir de forma coerente com o valor pessoal - aquele que tu dás a ti mesma, mesmo quando estás no teu pior!

"- Tem um trocadinho aí pra mim, moço? – murmurou, estendendo mecanicamente seu velho boné.

– Não, não tenho – disse o estranho.

O que tem nesse baú debaixo de você?

Nada, isso aqui é só uma caixa velha. Já nem sei há quanto tempo sento em cima dela.

 – Nunca olhou o que tem dentro? – perguntou o estranho.

– Não – respondeu – Para quê? Não tem nada aqui, não!

– Dá uma olhada dentro – insistiu o estranho, antes de ir embora.

– O mendigo resolveu abrir a caixa. Teve que fazer força para levantar a tampa e mal conseguiu acreditar ao ver que o velho caixote estava cheio de ouro." (Eckhart Tolle em O Poder do Agora)

Olha para dentro do teu baú, verás que te surpreendes!

 

Artigo produzido por Sílvia Dias, com base nas teorias de: Lise Borbeau, Louise Hay, Eckhart Tolle.

Autor: She Can Care Artigo publicado em: 5/04/2026

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